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segunda-feira, 7 de março de 2011

Para você rir!

Trailler de BioShock Infinite e Assassin's Creed, trilha sonora de Toby. Mas a legenda é em inglês, sorry!

Fatos & Fotos de Viagens




Fatos & Fotos de Viagens


Para conhecer um pouquinho da misteriosa Índia, seu povo, cultura e segredos, nada mais ideal que através das lentes de um viajante. Clique no link acima e boa viagem.

sábado, 5 de março de 2011

Os artistas não temem a solidão

Todos somos, no fundo, artistas. E tem dons que só os artistas possuem! Contemple este poema de Margareth Franklin e descubra-se!


Os artistas não temem a solidão.
Antes fazem dela aliada
na busca incansável por imagens
que viram linguagens e depois
tornam a virar imagens
para alimentar a imaginação humana.

Quem iria prestar atenção ao ambulante
que carrega dezenas de bolas coloridas às costas
como se fosse um Atlas a carregar mundos?

Quem se importa com os desenhos
que os galhos derrubados das velhas árvores
fazem no chão depois da ventania ?
Quem captura um sorriso
jogado ao ar das ruas da cidade?
Ou o brilho no olhar de alguém
que passa com pressa,
esgueirando-se no tráfego?

Quem vê as formas das nuvens
ou as gotas de chuva?
Quem trata de guardar os sons
dos insetos na mata sob o sol?
Quem ainda acredita em utopias
como o desejo de liberdade?
Quem não sucumbe ao medo da morte
 porque sabe muito sobre
o quanto vale a vida?

Por isso os artistas são tão temidos.
Por desvendarem outra lógica
que a obedecida pela maioria.
Ou outra ordem que é capaz
de contrariar interesses ou verdades.
Por isso muitos são submetidos às agruras da escassez,
do anonimato, do esquecimento, das traições.

Os que veneram o poder e as riquezas
e os que se vendem a esses,
pagam o preço alto de perder
o encanto do acaso,
o inesperado das formas,
a sensibilidade tátil do mundo.

A esses a arte nunca se mostrará.
Porque mesmo que se mostrasse
eles jamais seriam capazes de perceber.

Margareth Franklin, "Arte Movimento"

Quando a aceleração gravitacional não é mais uma constante



Estaciono a carcaça sob as cobertas, lembro de fechar seus olhos. Pareço até estar dormindo.

O ar está denso, opacamente condensado. Seu peso sobre o corpo faz parecer que a gravidade está mais disposta naquele dia. Enquanto a carne jaz sobre a cama pesando e sem querer lutar contra esta força, visito sem ele os cenários de um sonho ou outro, do futuro e do passado, espero por respostas e elas vêm, como se a gravidade em nada as afetasse de flutuarem para mim. Apenas meu físico adormece. E então reparo: quando os olhos de fora estão adormecidos, os olhos de dentro se aguçam. Enquanto um se fecha, o outro se abre. E me pergunto: sempre esta gangorra?

Mas então, em um dia qualquer, entre um momento que se vai e o próximo a chegar, a fusão dos olhares - do de dentro e de fora - de súbito acontece. Como se as luzes estivessem sempre apagadas, de repente detenho olhos que vêem.

(K)

Estar invisível

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Dentro de um carro, dentre muitos, a seguir em massa a linha branca do meio-fio. A chuva cobre as janelas, as gotas dão cobertura para que eu desapareça. Ilusionismo. Todos olham e nada vêem.

(K)